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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aula sobre desfiles e imagem da moda na Perestroika

Ontem foi a minha última aula no curso de Fashion Image na Perestroika. A aula foi com o José Camarano, diretor de criação da Gema e stylist da Aüslander, legal né? O tema também foi ótimo, o desfile e a imagem de moda. Ele mostrou o passo a passo dos desfiles, desde a ideia inicial do tema até o último passo na passarela. Escolhi alguns vídeos que gostei, olhem só:

O primeiro foi o último desfile feito pelo Jum Nakao no SPFW em 2004, a arte do invisível. Todas as roupas era de papel, INCRÍVEL e emocionante! (vejam até o final)





Outro que achei muitooo legal foi do Alexander McQueen em que ele botou um holograma da Kate Moss, foi naquela época em que ela foi presa com drogas e ele fez essa homenagem sensacional.




Depois o José nos mostrou algumas campanhas beem inovadoras, comerciais e fashion filmes.





E não deixem de ver essa da Lanvin! Muito bom! Achei incrível uma marca top dessas fazer esse contraste com uma música e descontração.






E por fim, algumas campanhas que ele fez com a GEMA.



Objet du Desir - Fashion Frequência #01 - Oi Futuro from gema tv on Vimeo.



Via Flores from gema tv on Vimeo.

José comentou que para montarmos um desfile, demora me média três meses e comentou sobre a suas supertições de serem sempre desfiles ímpares e de não ter buraco na fila final. Adorei! Queria aulas toooda semana sobre esse tema, rs! Gostaram?


Beijos,
Larissa

domingo, 15 de setembro de 2013

Perestroika - Day 2

Na semana passada fiz uma postagem sobre a primeira aula do curso Fashion Image que estou fazendo na Perestroika (aqui!). E pelo visto vocês gostaram né? E-mails e mais e-mails perguntando sobre o curso e muitos elogios! Nada mais justo que compartilhar aqui com vocês tudo o que aprendi nesses valiosos 150 minutos dessa semana. Vamos lá?

Bom, a aula de quarta-feira foi com o Luiz Wachelke, sócio e diretor da Vish. Eu adoooro essa marca e isso se estende do logo simples e LINDO até as fotos lúdicas do lookbook. Só de entrar no site da marca já morro de amores: um fundo branco, 6 palavras e 16 imagens. Posso falar para o mundo inteiro QUE MENOS É SEMPRE MAIS? 



Na aula ele reforçou o que o André Carvalhal falou sobre a importância da identidade das marcas e começou falando sobre a sua própria identidade. O Luiz é o tipo de cara estilosão, que nos faz olhar para trás quando esbarramos na rua, talvez pelo mix de estampas ou pela armação vintage do óculos amarelo tipo Persol. E assim começou a aula, com uma pessoa marcante, em um lugar marcante e uma palavra-chave: WHY? Por que fazemos campanhas do jeito que fazemos?



POR QUE FAZEMOS CAMPANHA?

O ponto de partida quando começamos a pensar em uma marca se resume nisso: POR QUÊ? Será que vale a pena? Ser mais uma marca por aí não vale a pena. Não vale a energia desperdiçada e menos ainda fazer mal aos olhos dos outros, rs!

O QUE É CAMPANHA?

De acordo com o Wikipedia: "Campanha publicitária é o termo utilizado para explicar o conjunto de anúncios dentro de um único planejamento. Um anúncio isolado, por mais criativo que seja, tem muito pouca eficácia comparado a uma campanha completa, com diversas peças diferentes, desde que mantenham o mesmo conceito criativo." OU SEJA, um conjunto de anúncios com uma uniformidade editorial, repetição e com a intenção de VENDER.

Luiz falou que a partir daí é preciso escolher a melhor linguagem, adaptá-la, ter uma sensibilidade, ser o menos óbvio possível e o principal: ser poético.


A imagem dá margem para a pessoa se identificar, se projetar e criar. Ela cria uma relação própria com o receptor. Fugindo um pouco do blablabá, que coisa linda essa campanha super espontânea da Chloé. Nada de poses, vento natural e recortes disformes. A imagem diz tudo e isso é muito importante, já que na correria costumamos folhear as revistas bem rápido. Adoro imagens que nos fazem parar, analisar e absorver a essência e objetivo da campanha.



Diria que a imagem é a pontinha do iceberg. Embaixo está o DNA, os bastidores e tudo aquilo que está entranhado nos pilares da marca.

Seguindo mais uma vez a marca Chanel, as personagens e o ambiente em que elas estão inseridas continuam os mesmos. O padrão tem que ser consistente para ser identificado. Sendo assim, cada coleção é uma parte da história e narrativa da marca; são como capítulos do livro.




Um ponto importante é que não dá para criar personagens no meio do livro. A história deve ser boa e cada capítulo consistente. Não se pode perder o rumo pelo meio.

Ele ressaltou a campanha da Bottega Veneta com a modelo Raquel Zimmerman, do fotógrafo Ralph Gibson, achei linda! Sempre liguei a marca às clutches e depois disso passei a ver de outra forma. A dualidade do preto e branco com o colorido ficou bem bonito e nos dá margem para muitas interpretações. O que pode ser mais blasè do que ter uma top dessas na campanha e ela simplesmente dar as costas?


Seguindo essa mesma linha achei essa campanha da Balmain.




Voltando para a aula, uma pergunta: POR QUE FAZEMOS AS CAMPANHAS ASSIM?

A partir daí ele faz uma introdução sobre a história da moda, que JURO que vou tentar ser breve.

Antes do século XX as marcas não tinham formatos. A direção de arte surgiu com as lojas de departamentos, como se fossem os "templos" do consumo. Não existia a fotografia e sim a ilustração.




Os logos eram aplicados de qualquer jeito e de acordo com cada ilustrador. Como não existiam muitas marcas, não havia preocupação com as concorrências. A partir da década de 1950 e o pós guerra, a produção em massa e o prêt-a-porter, surge a fotografia para mudar toda a visão da moda, já que depois disso os consumidores passam a ver o produto real. Com isso, surgem várias marcas e começa a repetição dos logotipos.



Depois disso, surge a necessidade de cada marca se destacar pela sua identidade. Sendo assim, o logo deve ser bem projetado. Um exemplo que o Luiz deu foi da YSL, o logo foi feito por Cassandre, que foi até homenageado com essa new it bag que eu AMO (lembram que eu postei aqui?).




No final da década de 70 a moda passou a ter a visibilidade dos produtos, já que até então era vista só como mais um ramo. A partir daí acompanhou os elementos e crescimento da publicidade. Já no início da década de 1980 a música influenciou muito o mercado da moda. As marcas perceberam que precisavam de uma linguagem própria assim como as bandas. Cada álbum era como se fosse uma coleção e cada um traz uma evolução e os fãs continuam fiéis. Nesse período houve uma explosão de marcas. Um exemplo que ele deu foi do Yohgi Yamamoto, que em 1983 lançou essa campanha que considero super moderna até os dias de hoje.





Em 1990 era tudo muito novo e era tempo de experimentações. Surge a necessidade da identidade e a fotografia se adapta a cada uma. Além disso, surgem as imagens fortes, a logomania e as super models que rapidamente se tornaram "deusas" e principais referências.




ANOS 2000


Se nos anos 90 eram tentativas e erros, nos anos 2000 foi tempo de limpar os excessos. Menos texto, menos informações. Sou daquelas fiéis à simplicidade.




Bom, é isso! A aula teve bem mais informações importantes que vou deixar para a próxima semana para não ficar muito extenso, ok? Luiz, amei a aula! Mal posso esperar a próxima.
Beijos,
Larissa

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um dia na Perestroika com André Carvalhal

Nessa semana comecei um curso que estava doida para fazer, o Fashion Image da Perestroika. E logo na primeira aula: ninguém menos que o André Carvalhal, para quem não sabe ele é o gerente de marketing e conteúdo da Farm. A marca pode até não agradar a todos, mas uma coisa é certa: não existe marketing melhor no Brasil. Enfim, não quero me estender com os elogios mas confesso que sou fã de carteirinha. Perguntei a ele se poderia publicar aqui no blog as minhas anotações da aula e recebo de resposta um "-Claro! Depois me manda o link para eu ver!". E segue abaixo o que absorvi em 1 hora de aula...


As pessoas não compram roupas. Elas compram uma identidade. Logo, o sucesso de uma marca de moda está totalmente ligado a sua capacidade de construir e manter uma identidade sólida e consistente.


A INFORMAÇÃO DA MODA está para todos e se tornou ainda mais acessível. Com todo esse poder de compra, os clientes estão bem mais exigentes e poderosos. Um exemplo disso é que se botamos uma placa de promoção do nada, os clientes já entendem que a coleção está encalhada e não compram. André enfatizou bem a importância do significado da marca e que isso adiciona magia e constrói encanto fazendo com que o consumidor sempre tenha emoção de consumir a moda e as marcas.


Quando entramos em uma loja dificilmente vamos querer ouvir tudo o que tem por trás dela. Por isso é importante usarmos outros artifícios para que o cliente a sinta, antes mesmo de chegar até as roupas. Um exemplo disso é a equipe de venda que deve ter o perfil (e alma?) da marca. Antes mesmo de pisarmos nas lojas da Farm já sentimos tudo o que a marca representa: o cheiro, as "farmetes" à la garota-carioca, a iluminação que puxa para o alaranjado do verão, e a lifestyle do Rio de Janeiro.


As marcas têm tudo a ver com a nossa construção de identidade. As nossas escolhas determinam como você quer aparecer para o mundo.


Adorei esse vídeo que ele passou da blogueira Cris Guerra do Hoje Vou Assim.

                

Não é demais? Gostei principalmente quando ela fala que a moda "pode ser futilidade mas também arte quando usada como forma de expressão". Muitas vezes expresso através da roupa o que estou sentindo (quem nunca?) e as minhas variações de humor. Quando acordo criativa, inovo, transformo e me reinvento. Quando acordo de mau humor aperto no automático e sou redirecionada para os padrões ou mesmo para a minha futilidade. A nossa identidade é o que nós temos como significado e as associações criadas em torno dela. Quando uma pessoa compra uma roupa, ela de certa forma busca a sua identidade.

Quanto à identidade da marca, é o que vai fazer as pessoas se aproximarem ou não, de consumirem ou não. Um exemplo que o André Carvalhal usou na aula foi da Revista i-D, que há 40 anos apresenta a capa com pessoas piscando ou tampando o olho assim como a escrita do logo. Essa é a identidade da marca e traz um pouco do seu significado. Essa repetição é importante quando usada de forma inteligente e criativa

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Legal né? Dando continuidade ele falou sobre como é construída a identidade de uma marca e a importância que o produto tem de reforçar a mesma. Deve ser pensado a favor da sua construção, como um dos seus principais aliados.
Um caso em que isso é bem visível é a Chanel. Toda a tradição é mantida ao longo dos anos desde a tabela de cores até as modelagens clássicas. Fiquei em êxtase com essa campanha de lançamento do livro "The little black jacket", inspirado no casaco da Coco Chanel. As pessoas dos mais variados estilos usam a peça de acordo com a sua identidade, com a sua visão de mundo e como gostariam que fossem vistas, genial!


A aula teve outros tantos pontos importantes mas ficaria muito extenso para uma postagem, por isso separei os trechos de que mais gostei. Espero que tenham gostado também. André, parabéns pelo trabalho, indescritível!  Na quarta-feira que vem tem mais, can't wait!

Beijos,
Larissa